Mães e empreendedoras

June 25, 2017

 

Entrevista para o Correio Brasiliense

 

Quase um terço das trabalhadoras deixa o trabalho com a chegada dos filhos. Parte delas retoma a vida profissional ao abrir um negócio, opção procurada por quem deseja mais flexibilidade de horários para conciliar melhor a maternidade e a carreira.

 

Pesquisa do site de empregos Catho com 13.161 pessoas detectou que 28% das mulheres abrem mão do emprego após a chegada dos filhos, contra 5% dos homens. “As mães não querem ‘terceirizar’ a criação do filho e se sentem culpadas por não estarem presentes, por isso começam a repensar se o modelo de atuação pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com horários fixos, vai trazer realização para elas”, comenta Leylah Macluf, mãe de gêmeos, coach, administradora com MBA em planejamento estratégico e diretora da Consultoria BBold. Uma das conclusões do estudo da Catho é que, quanto mais tempo a mãe passa fora do mercado de trabalho, mais difícil se torna a retomada: 21% das profissionais que deram uma pausa na carreira por causa da maternidade levaram mais de três anos para conseguir se recolocar.


A dificuldade para retomar a carreira pode explicar, em parte, porque três em cada quatro empreendedoras do país abriram o próprio negócio depois da gravidez, segundo dados da Rede Mulher Empreendedora. “Muitas vezes, para voltar ao mercado, é preciso aceitar ganhar o mesmo ou menos do que ganhava há três anos. Muitas não topam e buscam outro caminho, em que o sucesso depende exclusivamente delas”, comenta Leylah Macluf. Outro motivo que leva mães ao empreendedorismo é a possibilidade de ter horários mais flexíveis. A flexibilidade é, sim, uma prerrogativa do empreendedorismo, mas isso não pode ser confundido com a ilusão de que, ao gerir uma empresa, a pessoa terá mais tempo livre.


É o que defende o consultor empresarial e professor de cursos de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV) Luciano Salamancha. “É preciso trabalhar mais sendo dona de um negócio”, compara. Leylah Macluf acredita que o caminho para conseguir ser mãe e empreendedora com sucesso está no planejamento. “Antes de começar, faça um plano de negócios, converse com outras empresárias, descubra os desafios do setor, monte uma reserva financeira, procure entidades de fomento, como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)”, indica.


Traços de mãe
Luciano Salamancha ressalta que a maternidade ajuda a desenvolver talentos úteis na gestão de uma empresa, entre eles atenção aos detalhes e resiliência (saiba mais no quadro Prós e contras). Entre os desafios da jornada, Luciano cita o senso de autocrítica das mulheres com filhos. “A mãe empreendedora se sacrifica, muitas vezes não dorme e come mal. Só que isso a deixa suscetível a fragilidades”, observa. A dica da consultora e coach  Leylah Macluf para evitar a culpa materna e conseguir bom rendimento é focar na atividade que se desempenha no momento. “Se está no trabalho, não fique com a cabeça em casa. Quando estiver com o seu filho, esteja lá mesmo, deixe o celular de lado”, finaliza.

 

Clique e leia a  reportagem completa no site do Correio Brasiliense.

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